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Só acaba quando termina PDF Imprimir E-mail
Por Armando Faria   
10 de agosto de 2015

Foto: Divulgação PCSF

Era uma bela manhã de sábado, muito sol e calor. A regata Aniversário do PCSF prometia uma bela velejada.

Enquanto montávamos o Picareta, ficávamos imaginando quantos barcos participariam da regata Aniversário do PCSF. Nenhuma previsão se confirmou. Só Baruk e Rocas, além de nós. Já sabia que os barcos do CIAGA não poderiam comparecer, pois as tripulações estavam envolvidas com a MERC x NAV, no Colégio Naval, em Angra, mas ninguém mais desceu, nem do PCSF, nem do CNC.

Uma pena, pois o dia estava maravilhoso para velejar, apesar de ser inverno.

Fomos para a largada, e analisamos o que fazer, onde largar, maré, previsão de vento, etc. Isto feito, tasca-lhe um sanduíchinho de linguiça que o comandante Morcegão trouxe, pois em regata longa a fome aperta.

Escolhemos o meio da linha de largada para ter opções. O vento Sul que prevalecia na largada, não deveria ficar muito, pois a previsão era Leste, mas o calor… ah o calor!!! Sempre ele a mexer com as regatas que largam perto da Fróes.

Baruk e Rocas largaram perto da comissão, mais perto de terra e ficaram sujeitos às térmicas e bolhas de calor. O Picareta mais afastado, ficou no limite do vento sul limpo, sem barcos cobrindo e com isso conseguiu escapar, e abrir boa vantagem. Bolha na Ponta do Seabra, mas nos livramos rápido dela, e fomos em direção à Boa Viagem.

Apesar de sermos uma tripulação de três, Ismael (ex-CIAGA) na proa/secretaria, íamos passando as manobras antes de executá-las, para não termos problemas. Balão para cima, jibe, desce balão no DHN e vamos em direção ao Parcel da Feiticeiras.

Até ali, vimos o Baruk vir mais perto de terra e o Rocas seguindo a nossa linha. Estavam um perto do outro e, aparentemente, a distância se mantinha.

Través com ondas é sempre uma delícia para surfar, e lá fomos nós até o Parcel. Contornamos e decidimos que não faríamos opções arriscadas. Simplesmente marcaríamos os nossos adversários. Como a previsão era o vento rondar para Leste, e ali no Parcel tinha uma enchente com alguma força, resolvemos guardar o lado de Niterói, então apontamos para lá.

Até perto da Escola Naval, nos mantivemos do lado do Rio, mas sempre a leste dos dois para que a possível rondada nos favorecesse. Entretanto víamos o Marcelinho Gilaberte (J24) começar a parar perto da Boa Viagem, enquanto o Eurus seguia bem pelo meio da baia. Realmente havia mais vento do meio da baia para o lado do Rio, tanto que, quando Rocas e Baruk decidiram se separar, optamos por marcar quem ficou do lado do Rio, Baruk.
Nos posicionamos entre eles e a boia preta, nossa próxima marca, para tentar evitar surpresas. Mas Plínio e sua tripulação azeitada são sempre adversários perigosos. Isso se confirmou quando pegaram algumas rondadas e maré melhor, e se aproximaram muito. Ao montar a boia preta, estavam a uns 50 metros do Picareta.

O Morcegão manteve a calma, apesar da proximidade. A regata não estava tão tranquila quanto pensamos antes. Ainda tinhamos que contornar o Morro do Morcego, local onde se ganham regatas perdidas, ou se perdem regatas ganhas.

Pelo que víamos à nossa frente, optamos por uma passagem mais tradicional, afastados da sombra, sempre com vento. Começamos a descer aquele través mais arribados do que Baruk, quando percebi um navio supply entrando no canal. Morcegão animado com o ventinho e pegando ondas nem percebeu.

Lá íamos nós descendo as ondas quando o supply começou a buzinar, pois estávamos cruzando a sua proa. Observei o deslocamento dos dois e conclui que tinhamos velocidade suficiente para passar. Sinalizei para o comandante, e continuamos nossa velejada. O Baruk ficou preso e teve que praticamente parar para dar passagem. Nós passamos tranquilo e novamente abrimos uma pequena diferença, que se mostraria importante no fim da regata.

Aproximamos do Morcego, contornamos mais aberto, enquanto o Plínio optou por fazê-lo mais próximo. Era uma corrida de velocidade. O Baruk vinha com tudo e nós, apesar da pequena vantagem, estávamos visivelmente mais lentos. Administramos, com um olho no adversário e outro na linha de chegada. Foi uma milha tensa, mas conseguimos chegar 20 metros à frente.

Como diz o velho ditado, “Só acaba quando termina”.
Parabéns ao Baruk pela luta, por nunca ter desistido!!

Até à próxima, no dia 29, na Regata Rei Olav. Que o dia esteja lindo e possamos contar com a presença de mais Velamar22 na raia.

 

Bons ventos,

Armando
Picareta/Boteco1
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